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MÍDIA EM TEMPOS DE PANDEMIA

MÍDIA EM TEMPOS DE PANDEMIA

Por Nino da Silva

MAR | 2020

Por Nino da Silva

Vai passar? Vai.

A situação nos outros países nos mostra que tem um pico e, com as providências de confinamento e cuidados médicos, o quadro se reverte.

  • Agora, faltando uma semana para o final de março, a China já fecha leitos de hospital por causa da queda nos casos de novas infecções por Covid-19;
  • Na Índia, médicos estão tendo sucesso com a combinação de alguns remédios contra esse vírus;
  • Uma vovó chinesa de 103 se curou do Coronavírus depois de 6 dias de tratamento;
  • A Apple está reabrindo suas 42 lojas na China;
  • Tem muita coisa boa já acontecendo, mas ainda à sombra da gravidade da pandemia, naturalmente.

Fontes: The Guardian, NL times, Fox 8, ABC News, Fox 5, India today

 Mas, até passar completamente, o que veremos é um caos nas decisões diárias sobre o que fazer na comunicação das marcas.

 A cada dia temos um cenário novo e projeções atualizadas, geralmente pendendo para o quadro negativo. E isso leva a ajustes, mudanças, tentativas de correção de rota e todo tipo de escolhas guiadas pelo medo e a sensação de impotência - sentimentos que são péssimos conselheiros.

Quando se fala de campanhas na Mídia, é importante validar alguns pontos:

O Brasil está redescobrindo a relevância da televisão e se aprofundando cada vez mais nos recursos oferecidos pela internet.

 Por conta do recolhimento social compulsório, as famílias estão mais próximas e reunidas em casa, expostas 100% do tempo à Tv (aberta e paga) e à internet com banda-larga residencial e 4G.

A previsão, segundo evolução registrada das três primeiras semanas de março, é de um crescimento geral de 18% na audiência da Tv aberta, 42% na Tv paga e aumento de 60% no time-spent digital do brasileiro.

Os supermercados e serviços essenciais estão funcionando, as pessoas ainda podem, ordenadamente, ir a um supermercado, farmácia, posto de combustível, mantendo com alguma ordem a casa e o carro abastecidos. O único ponto é que fiquem em casa, não saiam.

 Por conta do momento, a tv aberta se encarrega do conteúdo jornalístico (que fala com os adultos da casa) e de parte do entretenimento (que fala com as crianças):

  •  A Tv Globo não tem uma grande estabelecida de conteúdo infantil no sinal aberto, mas tem informação e entretenimento para a família, falando mais com os jovens e adultos.
  •  O SBT tem uma grade para as crianças e ainda guarda sua cobertura da situação para sua audiência adulta
  •  A Record tem sua programação voltada para a família e reserva uma parte da grade do fim de semana para os mais jovens.
  •  A Band já reserva sua grade para o público adulto
  •  A Tv paga é outro mundo, dando às famílias mais opções de informação e entretenimento para todas as idades.

 

 A Internet é um campo mais aberto, dando espaço para o consumo de todo tipo de conteúdo, de informação à entretenimento;

  •  Os Portais cobrindo e dando destaque à pandemia e oferecendo outros tipos de conteúdo para diversos interesses;
  •  Sites verticais se mantendo nos seus nichos e atendendo ao interesse popular dentro do long-tail digital;
  •  As redes-sociais tomam conta da jornada diária das pessoas com novidades, atualizações, memes e conversas;
  •  Apps de mensagens seguem na esteira das redes-sociais, ocupando espaço ainda maior no uso pelas pessoas;
  •  Em boa parte dos canais do ambiente on-line, o que já é típico desse meio, a audiência é o próprio emissor. Por isso, colocar a comunicação nas mãos das pessoas para a levarem em frente pode ser bem promissor.

 

É assim que estamos hoje.

 Com o brasileiro imerso nesses dois meios - tv e internet. Essa será a jornada diária das pessoas nos próximos dois meses.

 

O consumo popular, que depende mais das lojas físicas, está sendo afetado, só que, com o isolamento social, as pessoas estão passando mais tempo consumindo tv e internet e o governo está aprovando pacotes e iniciativas de apoio ao consumo para gerarem efeitos logo após a pandemia.

Não saia de cena!!!

 As marcas não podem sair do radar no momento, pois a pandemia vai passar e as pessoas irão às compras, retornarão às suas vidas normalmente, com mais cuidados, é verdade, mas uma rotina reestabelecida e consumindo.

As empresas estão mudando seu discurso para esse momento, aconselhando a população, contextualizando o uso dos seus produtos:

 E também estão aproveitando para se manterem no radar, apenas adaptando sua comunicação corrente:

 

Independente do seu segmento de mercado, continue conversando com sua audiência, pois as pessoas, mesmo confinadas em casa, continuam com suas vidas preservadas e fazendo planos para quando o momento passar.

As marcas continuam precisando conversar, ser lembradas e consideradas para os negócios.

 Dicas para guiar algumas decisões:

 Troque seus materiais de veiculação nos portais;

 Segmentem suas campanhas nos verticais para encaixar a comunicação do contexto das pessoas que acessam tal conteúdo;

 Criem linhas-editoriais de serviços e orientações para as redes-sociais;

 Dêem o exemplo, estejam perto das pessoas nesse momento.

 Esse momento de caos vai deixar avanços e novas percepções sobre os meios;

  •  As marcas podem descobrir que campanhas podem mudar seus caminhos drasticamente em prazos menores;
  •  Produtoras e gráficas podem encontrar caminhos para viabilizar produção de conteúdo audiovisual e impresso em menos tempo e menor custo, pois estão sendo forçados a pensar assim durante esse período;
  •  Agências de Publicidade estão descobrindo que conseguem implementar uma organização estrutural para operar em Home-office, seguindo regras já estabelecidas pelo ambiente corporativo europeu, por exemplo.
  •  Apps de mensagens e conference-call tendem a ganhar ainda mais relevância para o dia a dia das empresas;
  •  O senso coletivo de responsabilidade vem se cristalizando nas relações de trabalho e isso, cultivado pelos próximos meses, tende a gerar bons frutos para o dia a dia que se seguirá depois disso tudo;

 Continuem firmes. Vamos trabalhar (de casa) e ajudar o Brasil a continuar lutando.

 

 Por aqui, estamos funcionando em Home-office também. Seguimos trabalhando. Cuidem-se.

Vamos em frente!

 Nino da Silva - Diretor Geral de Mídia & B.I. na agência Repense

 https://www.linkedin.com/pulse/m%C3%ADdia-em-tempos-de-pandemia-nino-da-silva/

 

 

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