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Forte estratégia de marketing de Taylor Swift traz importantes lições de como gerenciar uma marca

Forte estratégia de marketing de Taylor Swift traz  importantes lições de como gerenciar uma marca

Por Otavio Dias

FEV | 2021

Por Otavio Dias

Com o lançamento de dois álbuns no espaço de cinco meses, Folklore e Evermore, Taylor Swit prova mais uma vez que domina a indústria da música.

A conceituada jornalista americana Bárbara Walters disse certa vez em uma entrevista: “Taylor é a indústria da música”. Para se ter uma ideia, a cantora teve 179,4 milhões de reproduções de suas novas músicas entre o final de julho e início de agosto de 2020, superando toda a concorrência, segundo dados da newsletter da Rolling Stone

Já acostumada com o reconhecimento da mídia e dos fãs, a cantora ganhou dois Grammys de Melhor Álbum (Fearless e 1989) e está entre as 100 pessoas mais Influentes do Mundo, Artista da Década, Melhor Música e Vídeo do Ano ou, ainda, Mulher do Ano. São mais de 330 prêmios na carreira

Com a reputação em alta, em um dos seus enfrentamentos com a indústria musical, enviou uma carta para a Apple e escreveu um artigo para o Wall Street Journal em que disse: “Música é arte e arte é importante e rara. Coisas raras e importantes são valiosas. Coisas valiosas devem ser pagas. É minha opinião que música não deve ser gratuita”.

A cantora pedia que sua obra e de outros artistas fossem pagas de forma justa nas plataformas de streaming. Defender o trabalho, inclusive dos músicos independentes, surtiu efeito. A Apple Music anunciou logo depois que pagaria os artistas, mesmo durante o período gratuito de testes que oferecem aos consumidores.

Até ela se pronunciar, os pagamentos por cada reprodução eram bem baixos e até cantores que possuem contratos com gravadores – mas não são tão grandes – não recebiam quase nada. Como consequência, ela beneficiou todos os envolvidos fazendo com que ganhem mais.

Com tamanho poder de influência, não há dúvida de que sua estratégia de marketing e de branding funciona e vem sendo construída cuidadosamente durante anos. Para gerenciar uma marca vale a pena considerar os tópicos a seguir:

1. Fidelização: premiar comportamento

Escrevi recentemente sobre a importância da retomada dos programas de fidelização (https://bit.ly/3huRTcj) e uma das estratégias da cantora foi justamente recompensar os fãs mais engajados em um sistema “gameficado” para a compra de ingressos de shows.

 Para aqueles que comprassem mais produtos no site da cantora e interagisse assistindo ou compartilhando os conteúdos, maiores eram as chances de conseguir um ingresso. A premiação não previa apenas gastos, mas também comportamentos ao indicar a proximidade dos fãs fiéis com a marca Taylor Swift nas redes sociais.

 O mapeamento deste comportamento de consumo dos fãs pode servir para posteriores ações de relacionamento.

2. Mudanças fazem uma empresa continuar relevante para o público

A cantora não teve medo de mudar, de se reinventar e trazer muitas alterações a cada disco, desde as roupas até o estilo musical, que foi de country para pop e recentemente para indie. Aquela máxima de “em time que está ganhando não se mexe” não vale. O mundo e as pessoas estão mudando em uma velocidade muito maior e as marcas precisam evoluir e se adaptar para acompanhar. Afinal, nenhuma empresa quer ficar para trás ou se tornar irrelevante. Uma marca não pode ter medo de mudanças.

3. Parcerias de cobranding são valiosas

Colaboração é tudo. A associação entre duas marcas pode ser extremamente benéfica para ambas. Taylor sabe disso e fez diversas parcerias em seus álbuns, como Ed Sheeran, Kendrick Lamar, John Mayer e Gary Lightbody (da banda Snow Patrol). E não é só das novas gerações que a popstar se aproxima: ela também já se apresentou junto a Madonna e a Alanis Morrissette, ícones dos anos 80 e 90. Além disso, certa vez se juntou com a empresa de telecomunicação AT&T para gravar e depois mostrar o processo de criação de suas músicas. Recentemente, fez o mesmo com o canal Disney+.

 Este tipo de empreitada traz frutos para ambos, porque parcerias certas e que compartilhem os mesmos valores são sempre muito valiosas.

4. Aproximação com o público

Taylor Swift é conhecida pela sua proximidade com o público. Faz em suas residências o que chama de “secret sessions” e convida os fãs para ouvir em primeira mão um álbum que será lançado. Ela explica o processo de cada música – que quase sempre tem a ver com histórias reais da sua vida – as toca e ainda cozinha cookies para eles.

A cantora também costuma interagir pessoalmente com fãs em todas suas redes sociais. Seja no contato um a um ou em grupos, cada passo é planejado para que aja maior conexão dela com a sua audiência.

O que uma marca pode aprender com isso é que um bom método de aproximação é ser mais transparente em relação aos seus processos criativos e suas vulnerabilidades: colocando o cliente no centro de toda e qualquer iniciativa ou decisão.

Acesse aqui para ouvir os álbuns lançados recentemente:

Folklore:

https://open.spotify.com/album/2fenSS68JI1h4Fo296JfGr?si=7signzuGRiG1yvbgUfl27w

Evermore:

https://open.spotify.com/album/2Xoteh7uEpea4TohMxjtaq?si=xkc16aB2RCeW_aULFeDirA

 

 

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