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Espírito Empreendedor das Novas Gerações

Espírito Empreendedor das Novas Gerações

por Otávio Dias, CEO e sócio da agência REPENSE

MAR | 2020

por Otávio Dias, CEO e sócio da agência REPENSE

Entrei para o mercado de comunicação muito jovem. Com vinte e três anos,
já era diretor de atendimento de uma agência curitibana que fez história no marketing direto: a Zest, pioneira no sul do Brasil e que em poucos anos se tornou uma das mais reconhecidas do país. 

Tive a sorte de me "encontrar" no marketing de relacionamento e de ter tido equipes e clientes sensacionais na minha jornada. Mas, sobretudo, de ter tido uma primeira liderança – Beatriz Teixeira de Freitas, fundadora da Zest – que conseguiu me inspirar, dar espaço e, rapidamente, despertar e impulsionar o espírito empreendedor que faz parte da minha essência.

Depois de vários anos como sócio da Zest, de outros bons anos no Grupo Grey (GreyZest) e de quase 13 anos à frente da REPENSE junto à minha sócia Luna Gutierres, percebo que uma das características que vêm despontando nos novos talentos do mundo dos negócios tem relação direta com o espírito daquele jovem entusiasta de quase 25 anos atrás: o intraempreendedorismo. 

Muitas empresas vêm perdendo (e deixando de atrair) jovens talentos com a justificativa de que eles querem empreender suas próprias startups ou trabalhar em outras startups que vem despontando no Brasil e no Mundo. Isto é verdade. Mas com base na minha própria história e no que venho observado e estudado sobre as novas gerações, não é só isto que vem os afastando de algumas corporações.  

Acredito fortemente que o que esta nova geração quer não é necessariamente abrir o seu próprio negócio, mas sobretudo, ter espaço e voz para suas ideias e ideais. Para eles, tão ou mais importante do que ser dono efetivamente, é perceber que pode ser e fazer a diferença esteja onde estiver.

E é justamente aí que as startups ainda dão um banho na maioria das corporações, pois elas são naturalmente menos rígidas, menos hierarquizadas e menos burocratizadas e, com isto, mais rápidas, mais acessíveis e mais abertas a ouvir e dar espaço às pessoas. Nas startups, jovens são ouvidos sem julgamento, arrogância ou preconceito.

Audácia, coragem e vontade de inovar e impactar o mundo de algum jeito são sentimentos intrínsecos das novas gerações. Esta essa mesma geração se desmotiva e não consegue mais se engajar em rotinas hierárquicas, burocráticas ou repetitivas.

Se por um lado, não há como negar que esses novos profissionais são realmente mais complexos de se gerenciar, por outro, seus comportamentos arrojados podem transformá-los na força de trabalho mais produtiva e transformadora dos últimos tempos. 

Mas, para isto acontecer, precisamos repensar a forma como nossas lideranças vem se relacionando com estas novas gerações.

  • Seus líderes estão preparados para lidar com estes jovens?    Para quem vem de outras gerações ou estruturas formais, a proatividade dos mais jovens pode soar arrogante. Apesar da “forma” nem sempre ser a ideal, em vez de dar aquele “corte desmotivador”, que tal dar mais importância ao que está por trás deste movimento?
  • Seus líderes confundem firmeza e convicção com autoritarismo? consciente ou inconscientemente, todo jovem precisa de limites, mas esta nova geração tem aversão a líderes impositivos ou inflexíveis. E, lembre-se: da mesma forma como eles rejeitam a hierarquia, eles também rejeitam lideranças confusas, ausentes e, principalmente, inseguras.
  • Seus líderes dão (e recebem) feedbacks rápidos e transparentes? Assim como este jovem fala o que pensa, ele também gosta de receber feedbacks rápidos e francos. Não deixe para amanhã o que você pode dizer e resolver ainda hoje;  
  • Seus líderes reconhecem quem faz (e quem busca fazer) a diferença? Se por um lado, a efetividade da meritocracia vem sendo questionada, especialmente em sociedades tão desiguais como a do Brasil, para estas novas gerações é fundamental ter uma luz no fundo do túnel dos passos (e saltos) que podem dar na sua empresa. E a boa notícia é que esses jovens estão abertos a crescimentos e recompensas bem alternativas aos planos de carreira convencionais: de participação em resultados de projetos específicos a mais tempo livre para família, outros negócios ou até causas sociais.
  • Seus líderes estão preocupados com a diversidade das suas equipes? Tão relevante quanto toda a vivência tecnológica e o espírito empreendedor das novas gerações é o alicerce técnico, teórico e, principalmente, a maturidade e inteligência emocional das gerações anteriores. Não à toa, muitas empresas já perceberam que uma grande magia acontece quando o olhar sobre a diversidade contempla – além da diversidade de gênero, orientação sexual, cor, raças, etnias e classes sociais – a diferença de GERAÇÕES.

Neste momento de ebulição empreendedora global, fique de olho nos novos negócios que podem surgir dentro da sua própria empresa. Apesar de termos a tendência de acreditar que a inovação vem de fora e que “santo de cada não faz milagre”, muitas vezes o insight revolucionário, o profissional diferenciado ou até aquela ideia de "startup” disruptiva que você está buscando podem estar na sua própria empresa. 

Se nos velhos tempos, valorizar a "prata da casa" para novos cargos já era fundamental, nos dias de hoje, valorizar as "pratas da casa" pode significar um turning point para o crescimento, a longevidade e até mesmo a renovação e a perenidade do seu negócio.

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