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A teoria de Nudge e o Slow-content

A teoria de Nudge e o Slow-content

Por Tábata Madeira França, Community Manager Sênior

NOV | 2021

Por Tábata Madeira França, Community Manager Sênior

A importância de entender o que e como o seu público consome conteúdos deveria ser o ponto principal em sua estratégia de marketing. Ao saber o comportamento do público-alvo, conseguimos planejar o conteúdo que será apresentado em suas redes sociais.

Podemos pegar como ponto de partida a Teoria de Nudge, do ganhador do Nobel da Paz de 2017, Richard Thaler. Ele define que o Nudge é um impulso para o consumidor tomar sua decisão final. Apesar de ser um estudo para economia e psicologia, essa teoria pode e deve ser incluída como sua estratégia de comunicação nas redes sociais.

A teoria afirma que nem sempre tomamos decisões com base na razão. Isto é, somos influenciados pela forma que os objetos, as ideias e as outras pessoas são apresentadas. Logo, o Nudge é apresentar uma informação de forma previsível, porém com referências ricas, sem impor algo, apenas criar uma necessidade involuntária.

Para a comunicação nas redes sociais não é diferente. Se por um lado aprendemos como implementar as estratégias dos memes nas mídias digitais, a teoria de Nudge nos mostra um outro mecanismo: o Slow-content.

Esta ação mostra a importância da criação de um conteúdo com mais profundidade, porém sem a necessidade de ser algo imposto, repetitivo ou constante, isso porque ao aprofundar um tema conseguimos criar uma parceria entre o consumidor e a informação apresentada. Para começar com essa estratégia em sua empresa é necessário seguir algum dos pilares do Slow-content:

1. Qualidade é melhor que quantidade.

As redes sociais atingem a todos, porém não alcançam pessoas que estão relacionadas de alguma forma com o que sua empresa cria/atende. Portanto, possuir um conteúdo com mais qualidade é mais importante do que a quantidade de publicações feitas.

2. Profundidade ao invés de superficialidade.

No artigo Estratégia dos Memes falamos sobre a análise comportamental nas mídias digitais para atingir um público quase que instantaneamente. Com esse pilar, queremos que o conteúdo seja algo mais profundo, que faça com que o seu público-alvo seja impactado com as informações apresentadas.

3. Criatividade antes da agilidade.

A internet é uma terra onde são criadas perspectivas, onde o simples é o melhor. Podemos exemplificar com o fast-fashion, em que empresas pegam o que as influenciadoras estão usando no momento, distribuem ao seu público e em questão de semanas essa mesma fabricação de roupa é descartada. Logo, no Slow-content, queremos que seu conteúdo seja perpetuado.

4. Palavras certas e não óbvias.

No Slow-content, você pode explicar o tema central utilizando mais termos técnicos, trazer a abordagem de um jeito mais amplo. Assim deixamos o óbvio de lado, vamos conduzindo o leitor e garantindo seu envolvimento.

5. Enriquecimento das publicações.

A estratégia pode apresentar a beleza de ser surpreendido com informações que em um Fast-content não são encontradas. As novidades, exemplos, capítulos e viradas de um Slow-content prendem a atenção do leitor, e não são apenas comercialização.

6. Propósito como objetivo

Um conteúdo detalhado pode mudar a vida de alguém, seja com um dado apresentado ou com todas as informações e teorias expostas em uma publicação. Algo que no Fast-content não é possível por seu conteúdo ser raso, superficial.

7. Tamanho não é informação.

Você não precisa preencher um espaço com informações sem importância para apresentar um conteúdo, mas isso não significa que você deve fazer apenas textos curtos. Quando escrever um texto longo tente apresentar a informação principal sempre entre o primeiro e o segundo parágrafo. Isso porque sabemos que uma pessoa leva 30 segundos para focar em texto da web.

8. Conexão, não consumo.

Quando fazemos o uso do Fast-content, queremos que o máximo de pessoas consumam nosso conteúdo. Já no Slow-content, respeitamos o nosso público-alvo, uma vez que esse mecanismo cria conexões, permitindo uma parceria a longo prazo com seu consumidor.

9. Clique Engajamento

O Slow-content quer que o consumidor esteja envolvido com o assunto e não seja apenas um clique entre tantos outros milhares. Ou seja, uma pessoa engajada com seu conteúdo é mais relevante do que um clique em seu site.

10. Tradição Inovação

Sabemos que o Slow-content pode remeter a algo tradicional e antigo. Entretanto, esse mecanismo pode ser inovador e se transformar em um assunto extremamente importante na era digital.

Como você pode analisar, os pilares do Slow-content podem ser implementados de forma escalada. Tente aos poucos colocar algumas dessas ações em sua estratégia de marketing, seja por meio do blog empresarial ou pelo e-mail marketing. Fique atento como o consumidor reage a essa mudança. Divida o conteúdo principal em diversos textos, implementando um a um. Estimule a participação do seu público com call to action que não seja apenas por meio dos cliques, mas também para responder suas postagens deixando sugestões e comentários.

Conheça algumas marcas que utilizam esse método em suas empresas:

Podcast Flow

Podcast Xadrez Verbal

Medium – Otavio Dias

 

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