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17 tendências de inovação nos serviços financeiros

17 tendências de inovação nos serviços financeiros

Por Lucas Trentinella

JUN | 2021

Por Lucas Trentinella

17 tendências de inovação nos serviços financeiros

Por Lucas Trentinella

  

Analisando o crescimento dos serviços financeiros durante a pandemia, podemos destacar as tecnologias para os serviços bancários, de pagamentos e direcionadas para a consciência ambiental.

Separamos adiante algumas inovações nesse setor que chamam atenção e que, com certeza, vieram para ficar.

  Maior consideração pelos serviços digitais

A pandemia acelerou a adoção das fintechs. No Reino Unido, por exemplo, aumentou em mais de 50% o uso regular desses bancos. (Raconteur, 2020)

  

  1. Novo normal dos bancos:

Quase 73% dos americanos entendem que as fintechs são uma nova realidade e

67% da população do país está planejando gerir suas finanças 100% digitalmente após a pandemia. (Plaid, 2020)

 

   

Como consequência, há uma valorização das empresas nesse segmento.

A Wise, por exemplo, uma startup de pagamentos com sede em Londres, foi avaliada recentemente em US$ 5 bilhões; em 2020 esse valor era US$ 3,5 bilhões.

 

  1. Carteiras digitais

Durante a pandemia, 89% dos brasileiros passaram a usar carteira digital. (Toluna)

Em 2020, o número de compras registradas com a tecnologia foi de 587 milhões e o volume total de transações ficou em torno de 41 bilhões, cinco vezes maior do que o de 2019. (Abecs)

Também conhecida como e-wallet ou digital wallet é um aplicativo que armazena dados de cartões de crédito e débito – e, em alguns casos, dinheiro – para realizar transações em lojas físicas e virtuais.

Através dessas lojas, também é possível realizar compras por aproximação ou por QR code, sem precisar de cartões ou dinheiro vivo. Basicamente, é sua conta bancária no smartphone.

  

  1. Diminuição do uso de dinheiro vivo

Os consumidores estão optando por pagamentos sem uso de notas, por considerarem mais higiênicos.  

Mais de 58% dos americanos pretendem parar de usar dinheiro em espécie após a pandemia (Travis Credit Union, 2020), já no Reino Unido o uso de cédulas

diminuiu 40% durante a pandemia.

  1. Monitorando os bancos digitais

Diariamente, novas plataformas e empresas estão surgindo para ajudar os consumidores em seus objetivos financeiros. Para os interessados no segmento, que tentam se manter a par das novidades, o site do setor bancário The Financial Brand lançou o Neobank Tracker. O banco de dados apresenta apenas bancos digitais globais, registrando as categorias financeiras que atendem e os números dos usuários.

 

 5.Pulseiras de pagamento

A pandemia acelerou a adoção de pagamentos habilitados em pulseira, permitindo que as transações eliminassem a interação com superfícies potencialmente infectadas.

Uma pesquisa recente descobriu que 84% dos adeptos da pulseira de pagamento entendem que essa tecnologia é um fator determinante para manter a frequência das compras durante a pandemia. (Vodafone, 2020)

 

  1. Inclusão

As marcas têm a oportunidade de ajudar a 1,7 bilhão (estimado) de indivíduos sem conta bancária a acessar uma conta digitalmente. Em novembro de 2020, o WhatsApp (de propriedade do Facebook), lançou um serviço de pagamentos por meio da United Payments Interface (UPI) para consumidores na Índia. A empresa pretende fornecer, a até 20 milhões de usuários, serviços bancários por meio do aplicativo, usando o sistema de identificação biométrica para alcançar a população carente desse serviço.

   

  1. É em todo lugar

Apesar da crise econômica causada pela pandemia, o financiamento através de fintechs teve um crescimento considerável na África, passando de US$ 1,04 bilhão em 2019 para US$ 1,35 bilhão em 2020. (BFA, 2021)

Na Nigéria, onde 40% da população não possui conta em banco, as fintechs estão ganhando espaço ao alinhar novos produtos com estruturas financeiras tradicionais. (McKinsey, 2020)

O Moniepoint se tornou o maior serviço de dinheiro não bancário do país em 2020, processando até 13 milhões de transações por mês, segundo a Disrupt Africa.

A empresa disponibiliza 60.000 agentes com dispositivos e smartphones no entorno dos comércios, permitindo-lhes oferecer serviços de saque de dinheiro, transferências, pagamentos de contas e outros tipos de serviços financeiros.

 

 A marca turca de Payguru lançou um serviço de pagamento via SMS em todo o país, permitindo que passageiros paguem pelo transporte público por mensagem de texto (anteriormente acessível apenas com cartão de crédito). O custo da viagem é debitado do crédito pelo telefone do usuário.

  Sustentabilidade

 

Várias marcas estão alinhando a operação bancária aos valores sustentáveis dos consumidores, serviços que vão da descarbonização da criptografia à compensação no aplicativo para cartões bancários feitos de material sustentável. As fintechs mais atentas estão demonstrando e incentivando o comportamento sustentável.

  

  1. Investimento responsável

A pandemia motivou 22% dos adultos no Reino Unido a investir em fundos éticos,

e 52% dos britânicos acreditam que investir dinheiro nesses fundos é uma das melhores maneiras de proteger o planeta. (Triodos Bank UK, 2020)

 

A Tred vem aproveitando essa tendência, uma fintech verde com sede em Londres, cujos cartões são feitos de lixo plástico reciclado do oceano. A empresa também oferece rastreamento da pegada de carbono em todos os gastos e compensação de carbono no aplicativo.

 

O mais recente lançamento da Aspiration, empresa de serviços financeiros sediada em Los Angeles, é um cartão de crédito de "reflorestamento", que planta uma árvore (por meio de parcerias com instituições globais) toda vez que o cartão é utilizado.

Após 60 transações, árvores terão sido plantadas para compensar as emissões de carbono de um lar americano médio, projeta a marca.

O Aspiration conta com mais de 1,5 milhão de membros e garantiu US$ 135 milhões de financiamento no ano passado.

Os gigantes dessa indústria também estão atentos a essa oportunidade. O banco britânico NatWest testou um rastreador de pegada de carbono em tempo real no ano passado, em parceria com a empresa da Nova Zelândia CoGo. Se for aprovada, a ferramenta será adicionada ao aplicativo NatWest para todos os clientes com mobile banking.

 

  1. Incentivos dos governos

O governo de Cingapura está estimulando iniciativas de financiamento ecologicamente conscientes, lançando o Global Fintech Hackcelerator como parte do Fintech Festival de Cingapura, em novembro de 2021.

O Hackcelerator convida desenvolvedores a apresentar soluções inovadoras para as questões climáticas do setor financeiro. Além de premiados, os vencedores terão a chance de testar sua ideia em uma empresa financeira do país.

 

  1. Criptomoeda e consciência do clima

A criptomoeda tem má reputação ecológica devido ao seu alto consumo de energia. No entanto, pesquisadores e empresas privadas se juntaram para formar o Crypto Climate Accord, que visa a descarbonizar totalmente a criptografia até 2040.

  Aproveitando a onda de inovação

Cerca de 61% dos executivos de bancos globais concordam que os rápidos avanços tecnológicos estão prestes a desestabilizar o setor. (Accenture, 2020)

 Impacto da GPT-3

Lançado em meados de 2020, o GPT-3 da OpenAI usa machine learning para imitar a linguagem humana e pode criar qualquer tipo de conteúdo com estrutura linguística, incluindo palavra escrita e código de computador.

Depois de garantir direitos exclusivos, a Microsoft limitou o uso comercial, mas os primeiros experimentos da API indicam que a ferramenta terá um grande impacto nos chatbots; no futuro, provavelmente será possível oferecer consultoria financeira altamente especializada, de grande verossimilhança com um consultor humano treinado.

  

  1. Finanças descentralizadas

O setor de finanças descentralizadas (DeFi), de rápido crescimento, busca criar estruturas financeiras fora das instituições tradicionais, criando aplicativos financeiros em redes de blockchain.

Durante a vulnerabilidade econômica da pandemia, as plataformas DeFi cresceram muito com os empréstimos, aumentando em 7X para US$ 3,7 bilhões no ano passado. (Gulf Times, 2020)

O banco Revolut, do Reino Unido, anunciou que os clientes podem sacar Bitcoin de sua plataforma e adicionar às suas contas pessoais - um movimento que ajuda a integrar ainda mais o DeFi e a criptografia nas principais carteiras financeiras.

  

  1. Criptografia hipotecária

O financiamento descentralizado também está se movendo para produtos bancários tradicionais; no início de 2021, a fintech canadense Mogo lançou uma operação de reembolso com Bitcoin para o refinanciamento aos consumidores ou solicitação de hipotecas.

Os bancos globais atualmente têm abordagens diferentes para consumidores ricos em criptomoedas, à medida que mais pessoas investem em modelos bancários não tradicionais, as plataformas financeiras precisarão adaptar sua oferta de produtos para reter esses investimentos.

  

  1. Preocupação com segurança

Cerca de 90% dos bancos e das autoridades de regulamentação financeira apontaram a segurança cibernética em seus três principais riscos crescentes pós-Covid. (CCAF, 2020)

No Reino Unido, o investimento em startups de cibersegurança aumentou 940% (entre 23 de março e 18 de maio de 2020), em comparação com o mesmo período de 2019. (Lorca, 2020)

Quanto maior o uso de transações online, maior será a probabilidade de vermos tentativas e ataques cibernéticos.

   

  1. Privacidade

Os consumidores estão se tornando mais conscientes de sua pegada de dados online. Marcas financeiras devem investir em credenciais de segurança de ponta nesse sentido. O Bradesco recentemente usou criptografia para criar protocolos de segurança bancária.

O aplicativo de mensagens criptografadas Signal criou recentemente um recurso de pagamento com o MobileCoin, uma criptomoeda projetada para proteger a privacidade e a identidade dos usuários.

 

  1. Reguladores Tech

Reguladores financeiros estão respondendo ao avanço digital provocado pela pandemia: 72% estão acelerando ou introduzindo iniciativas para construir infraestrutura digital. (CCAF, 2020)

As inovações de software estão acelerando a mudança para soluções automatizadas de monitoramento e conformidade.

A empresa 6clicks, com sede em Melbourne, está liderando essa mudança com o serviço 6clicks Pulse. Um feed de notícias foi instalado na plataforma do software de conformidade automatizada da empresa e traz notícias relevantes (personalizadas para o perfil de risco de cada empresa).

Equipado com o mecanismo Hailey AI, o software rastreia milhares de leis de conformidade, fornecendo feedback personalizado em tempo real.

  

  1. Open Banking 

O Open Banking é um novo modelo de relacionamento entre bancos e clientes, que permitirá que o cliente de um banco compartilhe suas informações com outra instituição.

Na prática, o cliente será dono de seus dados financeiros, tendo mais liberdade para levar suas informações financeiras para onde quiser, estimulando, dessa forma, a oferta de melhores serviços para o consumidor.

No Brasil, existe a previsão de iniciar esse modelo ainda esse ano.

 A equipe REPENSE assina e se inspira diariamente na Stylus, plataforma global de tendências.

   

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